quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Profissional da comunicação ouça: "não adianta mais impor mensagens"

O site nós da comunicação publicou matéria interessante sobre a palestra do professor Paulo Nassar (ECA-USP e Aberje) sobre o perfil do profissional de comunicação. Reflexão importante para todos nós que atuamos em assessoria de comunicação. Um alerta para o que as organizações esperam, ou deveriam poder esperar de nós. Seguem alguns trechos da matéria.

A palestra ocorreu na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio),  segunda-feira, 16 de novembro.

 “O comunicador precisa trabalhar dentro de uma visão técnica, ética e estética. Nesta área não é possível sobreviver apenas com uma formação tradicional. A comunicação empresarial busca, cada vez mais, uma narrativa aberta”, afirmou Nassar.

Para ilustrar as colocações,  ele professor adiantou alguns dados de uma pesquisa da Aberje que será divulgada no dia 26 de novembro.

 Utilizando como base a análise de 300 empresas que atuam no Brasil – juntas correspondem a 60% do PIB nacional -, o estudo revelou que no setor de comunicação empresarial:

·         33% dos profissionais têm como formação de origem o jornalismo;
·         15% vêm de relações públicas;
·         11% da publicidade e outros
·         11% da administração.

 “Hoje, na comunicação organizacional, os profissionais se capacitam com formações complementares. Temos, na área, pessoas com diferentes currículos tradicionais. Atualmente, precisamos trabalhar com a lógica da soma, da mestiçagem, que é um valor reconhecidamente brasileiro”, compreende o professor.

E essas são conseqüências das novas possibilidades de diálogo entre as empresas e seus stakeholders.

Segundo Paulo Nassar, o uso de ferramentas como os blogs e o Twitter pelas organizações é crescente e está transformando o comportamento do mercado.

“Quem está dentro de uma organização precisa ter uma inteligência estratégica. Na era digital, a informação é uma commodity e se o profissional trabalha com a informação em sua forma bruta ele não terá valor. É preciso fazer uma interpretação qualificada e criar um valor ao seu trabalho”, salienta.

Nos tempos atuais, as empresas têm que medir melhor os seus movimentos. “Qualquer ação empresarial gera controvérsias e diferentes pontos de vista. Qualquer movimento econômico, social ou ambiental da organização mexe com a sociedade.

 E este cenário está incomodando os protagonistas da comunicação tradicional e os veículos de massa. Não adianta mais impor mensagens à sociedade”. 

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